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Sugestões de objetos para observações durante o ano, das 19:00 às 22:00h.

(1) O Aglomerado Globular 47 Tucano (Na constelação do tucano e próximo a Pequena Nuvem de Magalhães, SMC).

Magnitude: 4,0.
Ascensão Reta: 0h 24m
Aeclinação: 72o05’S.
Tamanho: 31 minutos.

A Pequena Nuvem de magalhães(SMC) pode ser vista durante praticamente todo o verão, à direita da constelação da hidra, ou ainda melhor, acima da sua estrela mais brilhante, indo para o zênite. Ela não é visível daqui de Vitória a olho nu, mas não precisamos ir muito longe para vê-la, já é possível observá-la em Viana, onde realizamos os passeios astronômicos. Na mesma região da (SMC)

O aglomerado 47 Tucano é um objeto fantástico de ser observado. Num primeiro momento se tem a impressão de que se está observando uma nebulosa que parece ter a forma de uma bola de algodão, extremamente pálida, mas observando com atenção é possível notar uma certa granulação, o que se deve a presença de milhares estrelas, em alguns casos até de milhões de estrelas, muito próximas uma das outras relacionadas a um centro de massa bem definido. Que só são visíveis por estarem agrupadas. Sua palidez se deve ao fato de serem objetos que estão fora do plano galáctico, isto por que as estrelas podem tanto compor o plano galáctico, caracterizando os aglomerados abertos, como também fora, que é o que ocorre com os aglomerados globulares. Estas duas formas das estrelas se organizarem vão definir duas populações distintas.

(2) A nebulosa da Tarântula (Na constelação do Dourado e próximo a Grande Nuvem de Magalhães, LMC).

Magnitude: 2,0.
Ascensão Reta: 5h 24m
Declinação: 69o45’S.
Tamanho: 100 minutos.

A Grande Nuvem de Magalhães também pode ser observada por quase todo o verão, à direita da constelação de Carina, perto da estrela Canopus.

A nebulosa da Tarântula é um objeto bastante brilhante, tanto que é possível de ser observado pelos telescópios do OA-UFES, mesmo com o efeito da luz do centro de Vitória, que deixa todo o horizonte muito iluminado, apesar disso é possível de se contemplar esta bonita nebulosa.

(3) Grande Nebulosa de Orion ( Na constelação de Orion ).

Magnitude: 4,0.
Ascensão Reta: 5h 35m
Declinação: 05o27’S.
Tamanho: 66 minutos.

A Nebulosa de Orion pode ser observada desde o mês de novembro, nascendo por volta das 22:00 horas até o final de maio. Se pondo um pouco depois do Sol. Quando se está terminando o outono.

(4) Galáxia de Andrômeda (Na constelação de Andrômeda ).
Magnitude: 3,5.
Ascensão Reta: 0h 42m
Declinação: 41o15’N
Tamanho: 175’ x 62’.
A Galáxia de Andrômeda pode ser vista na constelação de Andrômeda próximo à Pegasus, durante os meses de outubro, novembro, dezembro e janeiro.

(5) Ômegacentauri  (Na constelação do Centauro)

Magnitude: 3,7
Ascensão Reta: 13h 27m
Declinação: 47o 29’ S
Tamanho: 36,3’
Ômegacentauri pode ser visualizado durante os meses de maio, junho, julho e agosto., no meio da Constelação do Centauro.

(6) Aglomerado Borboleta  (Na constelação do Escorpião)

Magnitude: 4,2.
Ascensão Reta: 17h 40m
Declinação: 32o 13’S
Tamanho: 15’
O Aglomerado Borboleta pode ser visualizado durante os meses de maio, junho, julho, agosto e setembro. Próxima a região mais brilhante da Via Lactea.


(7) Nebulosa Trífide (Na constelação de Sagitário).
Magnitude: 6,3.
Ascensão Reta: 18h 02m
Declinação: 23o 02’S.
Tamanho: 29’

A Nebulosa Trífide pode ser vista nos meses de junho, julho, agosto, setembro e outubro, também se encontrando na região mais brilhante da Via Lactea.

(8) Nebulosa Planetária da Lyra  (Na constelação da Lyra ).
Magnitude: 9,0.
Ascensão Reta: 18h 54m
Declinação: 330 02’.
Tamanho: 1,0’.
A Nebulosa da Lyra pode ser visualizada, por quase toda a primavera, próxima a estrela Vega. Quando observada aqui pelo OA–UFES, revela um objeto bastante difícil de ser observado, ai entra um conceito importante na observação de objetos deste tipo, que é o aumento da capacidade de visualizar detalhes com o aumento do diâmetro da pupila do nosso olho, que só ocorre quando estamos imersos em uma grande escuridão, apesar de ser um objeto bastante difícil de ser observado, podemos tirar proveito desta situação e tentarmos diminuir ao máximo toda fonte luminosa ao redor e veremos que após alguns minutos a nossa pupila dilatou um pouco e poderemos ver alguns detalhes como a bolha de material ejetado que fica ao redor da estrela que não podemos ver, mas sabemos que ela existe e que foi responsável pela ejeção do material que a cerca, e uma de perspectiva no qual a parte da frente da bolha se torna bem transparente e invisível, mesmo ao telescópio, mas as paredes laterais se fundem se destacando, como se a estrutura observada fosse um anel espesso, por isso a nebulosa também é chamada de Nebulosa Anular. É fascinante observar a primeira nebulosa planetária vista pelo homem, tratando-se de um marco precioso no entendimento do universo que nos cerca, pois este corpo celeste registra um momento importante na evolução de uma estrela.


(9) O Presépio (Na constelação de Câncer).
Magnitude: 3,1.
Ascensão Reta: 8h 40m
Declinação: 19o 59’N.
Tamanho: 95’.

O Aglomerado Aberto do Presépio, M44 , está na constelação de Câncer. Podendo ser visualizado durante os meses de fevereiro, março, abril e maio. No centro desta constelação entre as constelações do Leão e de Gêmeos, que são bem mais fáceis de se identificar.

Os aglomerados abertos são objetos que formam o esqueleto de nossa galáxia. Por isso quando estivermos observando um aglomerado aberto, estaremos observando uma região do plano galáctico, mas especificamente nos braços espirais, as estrelas que formam estes objetos são estrelas jovens e bastante quentes, em geral, por isso não é raro observar nebulosidades ao redor de aglomerados destes tipos ,pois podem estar associados a regiões imersas a material ionizado, devido à alta temperatura, como na Nebulosa da Águia, M16.


Objetos do sistema Solar

(10) Mercúrio

Magnitude: -1,3 (variável)
Diâmetro Aparente: 5,3’’

O planeta Mercúrio pode ser visto sempre associado ao pôr e ao nascer do Sol, por se tratar do planeta mais próximo do Sol. Apresentará um tempo de observação sempre pequeno, mesmo quando estiver no ponto mais alto do céu, em relação ao Sol no horizonte. Tem um brilho prateado e por estar sempre perto do horizonte, ao contrário dos outros planetas, vai cintilar como as estrelas. Daí a dificuldade de identificação. A sua caracterização só será possível quando se conhecer bem as estrelas da região por onde for passar ou através de uma observação sistemática por alguns dias; permitindo-se, então, que se perceba o seu movimento por entre as estrelas de fundo.


(11) Vênus

Magnitude: -3,9 (variàvel)
Diâmetro Aparente: 10,0’’

O planeta Vênus da mesma forma que Mercúrio também estará associado ao nascer e ao pôr do Sol. Por ser também um planeta interno à orbita da Terra. Entretanto, por estar bem mais distante do Sol, a sua observação será facilitada. Consequentemente, as suas fases poderão ser acompanhadas com mais detalhe por meio do uso de um pequeno telescópio.

Portanto você irá descobrir que a evolução das fases indicará sua posição, em relação ao Sol, enquanto realiza seu movimento de translação em torno dele. No entanto, somente metade de sua órbita poderá ser perceptível.

Quando observado depois do pôr do Sol, seu movimento é sempre vindo de trás do Sol. Logo se aproximando da Terra, decrescendo a superfície iluminada pelo Sol. Portanto temos Vênus decrescente.

Quando observado antes do nascer do Sol, seu movimento é exatamente o oposto, crescendo a superfície iluminada pelo Sol, à medida que se distancia da Terra. Portanto temos Vênus crescente.

Da sua superfície, não podemos observar nada, pois sua atmosfera é muito densa e até a bem pouco tempo, por não se conseguir observá-la, não se sabia a sua velocidade de rotação.


(12) Marte

Magnitude: 1,7(variável).

Diâmetro Aparente: 4,0’’.

O planeta Marte é um astro bem avermelhado ,existe um momento de sua órbita em torno do Sol, que se aproxima bastante da Terra, quando esta em oposição, assim é mais fácil se observar detalhes de sua superfície, pois sua atmosfera é bem rarefeita podendo algumas vezes até mesmo se ver as calotas polares de Marte. Da sua superfície podemos ver basicamente contrastes de regiões mais claras em detrimento de regiões mais escuras, usando telescópios de pequeno porte.


(13) Júpiter

Magnitude: -2,2(variável)
Diâmetro Aparente: 36”

Ao ser observado, logo percebemos seus satélites, chamados de Satélites Galilelianos, pois foram observados pela 1ª vez por Galileu Galilei, em 1610. O que é mais interessante destacar é a dinâmica dos seus satélites, que de um dia para o outro, as suas posições se alteram completamente. Um dos eventos mais interessantes, é registrar a passagem de um dos satélites na frente do disco de Júpiter, pois neste momento, o satélite apesar de invisível, durante esta passagem, projeta sua sombra no disco do planeta.

Pode-se ainda perceber contrastes na sua superfície, faixas mais claras e faixas mais escuras, por se tratar de um planeta gasoso, o aspecto de sua superfície lembra um rio caudaloso, cheio de turbulências, que por vezes, se transformam em redemoinhos, que no caso de Júpiter são tempestades ciclonais.

A maior destas tempestades, é a Grande Mancha Vermelha, que pode ser observada nos períodos em que Júpiter estiver em oposição com a ajuda de um telescópio.

Quando Júpiter está em oposição, significa dizer que a Terra está entre o Sol e Júpiter, logo quando um nasce, o outro está se pondo. O que caracteriza o melhor momento para se observar detalhes na sua superfície, por estar mais próximo.


(14) Urano

Magnitude: 5,8(variável)
Diâmetro Aparente: 3,4”

O planeta Urano no limite da nossa capacidade visual é facilmente confundido com as estrelas que estão ao seu redor, tornando-se quase impossível sua visualização direta, sem o auxílio de instrumentos. Entretanto é possível sua identificação por meio do uso de um binóculo, através de uma observação sistematizada. Pode se perceber uma estrela esverdeada se deslocar muito lentamente pela região que ocupa.


(15) A Lua.

Diâmetro Aparente: 30’

O nosso satélite natural é melhor observado quando não está completamente iluminado. Entre a fase de Lua Nova e Cheia, principalmente para quem não tem um filtro lunar. Pois quando a Lua está totalmente iluminada ela ofusca nossa visão e não nos permite ver detalhes de sua superfície. Mas quando à observamos durante a evolução da Lua Nova para Lua Crescente, podemos perceber as sombras produzidas no solo lunar, devido a sua selenografia. As bordas das crateras por vezes geram sombras muito curiosas, para observá-las é preciso um telescópio razoável, que tenha boa resolução para um aumento de 200x ou mais vezes.

Texto: Fábio Bianchi de Moura

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