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Observação dos Planetas
SaturnoSaturno
Magnitude: ~0,5 (variável)
Diâmetro Aparente: até ~17’’ (variável)

     Um dos astros mais belos para se observar com instrumentos. Ele pode ser visto a olho-nu. Visto pelas lentes de um pegueno telescópio, todavia, parece um a bolinha de brinquedo com anéis na frente de nossos olhos. A foto ao lado mostra o Planeta com seus anéis visto em diversas inclinacões. Isso ocorre devido o ângulo da linha-de-visada dos anéis mudarem durante a sua órbita em torno do Sol, que dura 29,5 anos terrestres. É possível também ver (como um ponto estelar) sua grande lua: Titã, cujas características de sua atmosféra lembram a Terra primordial.



Mercúrio
Mercúrio
Magnitude: -1,3 (variável)
Diâmetro Aparente: 5,3’’(variável)

O planeta Mercúrio pode ser visto sempre associado ao pôr e ao nascer do Sol, por se tratar do planeta mais próximo do Sol, apresentará um tempo de observação sempre pequeno, não passando de 30 minutos, mesmo quando estiver no ponto mais alto do céu, em relação ao Sol no horizonte. Tem um brilho prateado e ao contrário dos outros planetas, vai cintilar como as estrelas, pelo fato de estar sempre próximo ao horizonte. Daí a sua dificuldade de identificação. A sua caracterização só será possível quando se conhecer bem as estrelas da região por onde for passar ou através de uma observação sistematizada por alguns dias, permitindo-se então, que se perceba o seu movimento por entre as estrelas de fundo. Assim como Vênus este planeta apresentará fases, quando se estiver no período em que o Planeta Mercúrio começa a parecer à tarde temos Mercúrio decrescendo sua face iluminada, indo de “cheio” para “novo”, assim como ocorre com a Lua, só que quando esta “novo” ou “cheio” este planeta nasce e se põe junto com o Sol, não permitindo sua observação, que no caso da Lua somente a Lua Nova, não é observada. De forma diferente ocorrerá quando Mercúrio estiver aparecendo de manhã, onde, a medida que os dias forem passando, crescerá a face iluminada, indo de “novo” para “cheio”. O que caracteriza o sentido direto de rotação de todos os planetas de nosso sistema solar. É importante destacar que não é possível estarmos associando um sentido de horário ou anti-horário, pois para isso temos que definir o que é em cima ou embaixo, como no universo não existe esta referência, então não podemos de forma alguma usarmos estes sentidos de rotação.



Vênus
Vênus

Magnitude: -3,9 (variável)
Diâmetro Aparente: 10,0’’(variável)

O planeta Vênus, da mesma forma que Mercúrio, também estará associado ao nascer e ao pôr do Sol por ser também um planeta interno à órbita da Terra. Entretanto, por estar bem mais distante do Sol, a sua observação será facilitada. Conseqüentemente, as suas fases poderão ser acompanhadas com mais detalhe por meio do uso de uma luneta.

Portanto, você irá descobrir que a evolução das fases venusianas indicará a sua posição, em relação ao Sol, enquanto realiza seu movimento de translação em torno dele. No entanto, somente metade de sua órbita poderá ser perceptível.

Quando observado depois do pôr do Sol, seu movimento é sempre vindo de trás dele, logo se aproximando da Terra, decrescendo a superfície iluminada pelo Sol. Portanto, temos Vênus decrescente.

Quando observado antes do nascer do Sol, seu movimento é exatamente o oposto, crescendo a superfície iluminada pelo Sol, à medida que se distancia da Terra. Portanto, temos Vênus crescente.

Da sua superfície, não podemos observar nada, pois sua atmosfera é muito densa e até há bem pouco tempo, por não conseguir se observar, não se sabia a sua velocidade de rotação. O que só foi verificado quando se usou do efeito dopler. Que se trata do efeito sonoro de algo que está em movimento, quando ouvimos uma fonte sonora se afastar rapidamente de onde estamos, percebemos que o som varia de agudo para grave, em termos de ondas sonoras, o comprimento de onda se alarga, distorcendo o som verdadeiro emitido pela fonte luminosa, já, quando a fonte sonora se aproxima velozmente, ocorre o contrário, o som fica mais agudo, o que se caracteriza pelo encurtamento do comprimento de onda. Este efeito pode ser utilizado na determinação da sua velocidade de rotação, enviou-se ondas de rádio no bordo leste do planeta, e mediu-se a freqüência de retorno, e fazendo todos os ajustes necessários como a subtração da velocidade orbital do planeta bem como a velocidade de rotação da Terra, se descobriu que Vênus têm uma velocidade de rotação muito baixa e que ainda é retrógrada, isto é, se dá no sentido inverso ao movimento original do momento primordial da nebulosa que deu origem ao sistema solar.




MarteMarte

Magnitude: (brilho mínimo) 1,6 ; (brilho máximo) -2,3
Diâmetro Aparente: mínimo: 3,6’’ ; máximo: 21”

O planeta Marte é um astro bem avermelhado ,existe um momento de sua órbita em torno do Sol, que se aproxima bastante da Terra, quando está em oposição, assim é mais fácil observar detalhes de sua superfície, pois sua atmosfera é bem rarefeita, podendo algumas vezes ,até mesmo, ver as calotas polares de Marte. Da sua superfície podemos ver basicamente contrastes de regiões claras e escuras, em ocasiões especiais de céu muito bom, do OA-UFES é possível de se identificar o Vale Mariners, algo semelhante ao Grand Canion, só que de proporções muito maiores.


A LuaLua

Diâmetro Aparente: 30’.

O nosso satélite natural é melhor observado quando não está completamente iluminado, entre a fase de Lua Nova e Cheia, principalmente para quem não tem um filtro lunar. Pois quando a Lua está totalmente iluminada, ela ofusca nossa visão e não nos permite ver detalhes de sua superfície. Mas quando a observamos durante a evolução da Lua Nova para Lua Crescente, podemos perceber as sombras produzidas no solo lunar, devido a sua selenografia.

As bordas das crateras por vezes geram sombras muito curiosas, para observá-las é preciso um telescópio razoável, que tenha boa resolução para um aumento de 200x ou mais vezes. O que exige um refletor com no mínimo 100 mm de diâmetro de espelho primário.


JúpiterJúpiter

Magnitude: (brilho mínimo) -2,0; (brilho máximo) -4,0
Diâmetro Aparente: 36” e 50”

Ao ser observado, logo percebemos seus satélites, chamados de Satélites Galilelianos, pois foram observados pela 1ª vez por Galileu Galilei, em 1610.

O que é mais interessante destacar é a dinâmica dos seus satélites, que de um dia para o outro, as suas posições se alteram completamente. Um dos eventos mais interessantes, é acompanhar a passagem de um dos satélites na frente do disco do planeta, pois se tivermos sorte, poderemos observar no momento que este satélite estiver entrando na frente do limbo, seu brilho contrastando com uma das faixas escuras do planeta, por alguns minutos até que suma completamente, então depois de algum tempo, no qual dependerá do satélite que estiver transitando, pois para cada satélite teremos um tempo diferente, poderemos ver sua sombra projetando na superfície do planeta, um disco preto caminhando nas altas atmosferas do planeta.

Pode-se ainda perceber contrastes na sua superfície, duas faixas bem contrastantes, mais escuras. Por se tratar de um planeta gasoso, o aspecto de sua superfície lembra um rio caldaloso, cheio de turbulências, que por vezes, se transformam em redemoinhos, que no caso de Júpiter são tempestades ciclonais. A maior destas tempestades, é a Grande Mancha Vermelha, que pode ser observada nos períodos em que Júpiter estiver em oposição com a ajuda de um telescópio.

Quando Júpiter está em oposição, significa dizer que a Terra está entre o Sol e Júpiter, logo quando um nasce, o outro está se pondo. O que caracteriza o melhor momento para se observar detalhes na sua superfície, por estar mais próximo.

UranoUrano

Magnitude: 5,8 (variável)
Diâmetro Aparente: 3,4” (Variável)

O planeta Urano no limite da nossa capacidade visual é facilmente confundido com as estrelas que estão ao seu redor, somente visível para as pessoas com visão bastante acurada em lugar adequado, com grande experiência na observação e por meio de uma observação sistemática que em muitos casos somente com a ajuda de um binóculo, poderá se perceber uma estrela esverdeada se deslocar muito lentamente pela região que ocupa. Atualmente ele se encontra na constelação do Capricórnio.

O sentido de rotação deste planeta é retrógrado, pois possui uma inclinação um pouco maior que 900, em relação ao seu plano orbital, por isso ao invés de girar em torno do Sol, este planeta parecerá rolando ao redor do Sol, por conta disso o dia em Urano é bem especial, levando um ano uraniano, que possui em torno de 84 anos, 42 anos de noite e 42 anos iluminado pelo Sol.

Texto: Fábio Bianchim

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